курить

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Uma noite de Assembléia da Sociedade Ateia Teórica Apartidária Niilista, regada à álcool, Parliament e Zippo. Daquela boa época em que bons amigos dividiam seus tormentos e devaneios uns com os outros, bons tempos, mas “Tudo que é sólido desmancha no ar” ….

я курю

–> Esta é uma pequena coletânea de textos sobre o ato de fumar. Para aqueles que fumam, palavras familiares. Para aqueles que não fumam ou não entendem, palavras para reflexão.

Arte de fumar

Desconfia dos que não fumam;
esses não têm vida interior,
não tem sentimentos.
O cigarro é uma maneira sutil,
e disfarçada de suspirar.

— Mário Quintana

“Fumar é um jeito discreto de ir queimando as ilusões perdidas.
Daí esse ar aliviado e triste dos fumantes solitários.
Vocês ainda não repararam que ninguém fuma sorrindo?”

— Mario Quintana

“Das idéias que nascem e morrem com aquele cigarro gasto pelo vento”

Descobri que posso queimar; queimar aos poucos com essa fumaça entorpecente. Daqui posso observar o fogo que me consome e reduz. A consciência vai em linha reta pelas muitas divagações que os movimentos da cidade me causam. Sustento-me sobre os cotovelos. Sujo as mangas da camisa de botões enquanto observo os cigarros antigos; pequenos e tortos e abandonados após terem fielmente cumprido suas funções. Suas funções. Distrair o Homem, concentrá-lo ou, ainda, submete-lo a alguma distância mágica e resolutiva. Bom, eu sinceramente não posso saber. Não posso saber das suas razões ou do destino dos carros que vejo ao longe. A realidade funciona e deixa seus vestígios pelo prédio, pelas rampas, em mim. Queimo com ele que encarde meus dedos com unhas ansiosas. O clarão de logo cedo alumia os embates e o desconforto inunda esses olhos descontrolados cheios de automóveis e cigarros.

http://6ham.wordpress.com/2013/10/09/das-ideias-que-nascem-e-morrem-com-aquele-cigarro-gasto-pelo-vento/

O Cachimbo

Sou o cachimbo de um autor.
Vê-se, ao contemplar me semblante
De cafre ou de abissínia errante,
Que muito fuma meu senhor.
Quando ele está cheio de dor,
Sou como a choça fumegante
Onde a comida aguarda o instante
Em que regressa o lenhador.
Sua alma embalo docemente
Na rede azul e movediça
Que em minha boca o fogo atiça.
E entorno um bálsamo envolvente
Que ao coração lhe trás a calma
E lhe dá cura aos males da alma

— Charles Baudelaire

A Dying Cigarette

Inside your mind desire starts to grow
Denies your guilt, and blossoms on a whim
Soon your guilty conscience starts to slow
And lazily obliged, you let it in
Creating both the cure and the demise,
You give in, lift it to your lips, and sigh,
Caring neither for the cost or body’s price,
The satisfaction leaves you feeling high
This is Us – a brief and lingering trail,
Of smoke, ascending high into the night,
Something born to flare and then to fail,
The dying of desire’s lonely light
Time consumes the greedy, burning flame,
Your craving wavers – you see this is bereft,
You had your fill, and pleasure becomes shame
This cigarette is killed, with a final hasty breath
This is all we are, now – you, I and “us”.
Forsaken, extinguished, and gathering dust.

http://allpoetry.com/poem/6646393-A_Dying_Cigarette-by-eraphis

Nicotine

You take out a cigarette and smell the tobacco.
It’s time to smoke away and leave the world below.
You bring it to your lips and turn the lighter on.
Let all thoughts and memories be gone, be gone.
The first inhalation, so strong, makes you cough.
And then you make believe yourself that you’re very tough.
You take another puff and retain it for a while.
Then you let it out through your nose impressed with the style.
With every puff you take, the fire burns towards you.
And you notice that not only you, but the cigarette smokes too.
By now half the cigarette has fallen as ash, nicotine takes over your mind.
So slowly and gradually your thoughts begin to unwind.
Becoming extra aware of the surroundings you sit down unable to walk.
And under the effects of nicotine, to yourself you begin to talk.
You forget what you were about to say or even what you just said.
Humming to yourself, you slowly scratch you head.
Now you smoke the last puff wondering how quickly the fag ends.
You extinguish it and drop it down the balcony, sighing as it descends.

http://allpoetry.com/poem/6068501-Nicotine-by-zardy

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"Digam o que disserem ... o mal do século é a solidão ..."

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