Recesso 2014 / 2015 …

Quase um ano sem escrever aqui …

Essa constatação se dá na semana em que reencontrei / revisitei meu Flogão … Sim eu tive um Flogão …. não era um Fotolog, mas … Analisando retrospectivamente observo rupturas e continuidades na jornada intelectual …

O Flog pré-adolescente muito carregado de sua ingenuidade, despudor característico de uma época de revoltas, cabelo espetado com gel NY Looks fator 4 Mega Forte, tempos em que não pensávamos que quase dez anos depois alguém escrevendo seu nome no Google, um dos primeiros resultados seria ele … época de pequenas paixões frustadas, grandes na época, mas abissalmente irrelevantes … se formos considerar as decepções que ainda viriam a se concretizar ….

Em questão de continuidade ainda vejo que (quase) ninguém comenta minhas postagens, seja por falta de divulgação ou por interesse mesmo … pelo menos superei o estigma de implorar por atenção e comentários …. se algum vier, será de quem realmente importa …

E cá estou, semi-alcoolizado, enchendo meus pulmões de nicotina e meus ouvidos de musicas sentimentais … Claro … o que se esperar depois de tentar mais uma vez, ficar horas em Tinders ou Badoos … só pra chegar no patamar de self-hate e desprezo próprio, velhos conhecidos … Sabe … Sabe que essas coisas me dão medo? Esses aplicativos ferem o teu senso de que não existem mais pessoas no planeta … quebra e rasga sua sensação de indivíduo sobrevivente único … Eles te mostram que pra além dos teus confinamentos subterrâneos há toda uma ordenação de jovens e seres humanos tentando desesperadamente clamar por atenção … O mundo vazio das fotos de decotes, as mulheres absurdamente lindas, ou das figuras horrendas que não sei da onde tiram auto-estima pra criar uma conta nesse lugares … ninguém nunca vai “curtir” essas pessoas … E mais uma vez me deixo levar e entre nesses sites … Pq ? Simples tédio e desespero … o velho sentimento mortal e petrificante que a solidão perpetra … A solidão é uma maldição … Um karma … Esse vazio … Essa falta de chão … A necessidade fulgurante, lancinante de encontrar algum outro ser humano que possa demostrar amor por sua pessoa … Sim é ridículo …  é cansativo … é utópico … mas afinal os seres humanos são seres gregários, né? Pelo menos às vezes ainda tentam ser … Sim … eu sei que o caminho não é esse … não vai acontecer um milagre divino e me salvar de mim mesmo … mas um ateu pode rezar tbm, não pode ? Rezar pra Roda da Fortuna girar um pouco mais no Bingo Cósmico da Vida … A humanidade parece não perdoar quem não consegue encontrar significação na própria existência, na própria vida … Não ser uma pessoa realizada ou não saber o que fazer da vida, esta maldita dádiva a que o acaso impôs … Amor-próprio ainda não é vendido nas drogarias da esquina …

Às vezes penso que são as mulheres … mas a homossexualidade não me atrai, acho que seria no máximo uma lésbica … até providenciaria que isso de fato ocorresse se significasse alguma mudança no status quo … mas me disseram que iria piorar … que eu seria uma lésbica “horrorosa” … hahahaha …

Mas para além de minha hipocrisia existencial, até que foi um ano muito bom, se formos parar pra pensar …

Bebi bastante, com pessoas que realmente importam na minha vida, … às vezes elas se confundem e ficam sem graça por eu acabar gastando meu dinheiro … mas gasto com quem importa … gasto com a maior felicidade da minha vida … se a minha conjuntura social em que nasci me permite judaicamente receber dinheiro e não ter com o que gastar que o valha efetivamente … resolvi gastar com as pessoas que acho que merecem …e assim farei enquanto puder .. de coração mesmo … já me disseram criticando “Pelo menos fulano está namorando” … bom se formos por esse caminho … se eu estivesse, estaria gastando o mesmo dinheiro e talvez com muita certeza até mais ainda … Pq são as pessoas que eu mais tenho afinidade nessa vida .. se não posso gastar o (meu) dinheiro com elas … fazer o que ?

Esse foi o ano de Mariana, Minas Gerais … uma viagem épica, um lugar maravilhoso …. Foi o ano do meu aniversário de 20 convidados que foram 2 … Mas que 2 dias depois juntei na minha casa pessoas que nunca achei um dia iriam se encontrar…  Foi o ano de eleições para centros acadêmicos … 2 fatos que me fizeram rever toda a minha rede de sociabilidade e a rever minhas conexões pessoais … Foi o ano do Festival de La Bière … paraíso terrestre e alcoólico … Foi o ano que meu cachorro teve bolo de aniversário … Foi o ano que levei meu pai no novo Maracanã … Foi o ano em que completei 1 ano no meu estágio … o melhor lugar pra se trabalhar no mundo …Foi o ano em me pai começou a namorar, pela primeira vez desde o divórcio … Foi o ano em que vi meu melhor amigo encontrar no amor a felicidade dele … Foi o ano em que tive medo do Aécio …

Foi, principalmente o ano em que consegui falar coisas que nunca tinha falado antes pra ninguém, e consegui sobreviver depois disso … Sigo caminhando, dando trombadas, surtando às vezes …sem mais sufocar, e eternamente grato pela amizade …  mas pelo menos tenho tentado ir frente … É um exercício diário … não sou de ferro tbm … (wait a sec, eu não estava bêbado e deprimido?) hahaha … talvez escrever, acalme a alma um pouco …

Pra terminar, o clássico “Projeto de Leitura” de fim de ano …

“Os Androides sonham com ovelhas elétricas” surpreendentemente um expansor do universo de Blade Runner magnífico !! Brilhante !! E ainda por cima, existencialista !!

“Confisque meu suplício! Revogue-o !” Maldito Maiakóvski e maldito Jakobson …

E depois de alguns aleatórios, sigo agora com Bauman, sobre Modernidade e Holocausto …

Parece que este projeto vai ser bem proveitoso … Vamos ver no que vai dar …

Força Sempre.

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2014: mais um ano …

Mais um ano que passa e mais um ano que vem.
E com ele caio novamente no buraco vazio existencial que todo recesso ou férias trazem consigo.
Velhas feridas se reabrem e o cansado e cicatrizado coração volta a sangrar …
A solidão volta a preencher me minha mente.
Noite véspera do primeiro dia útil do ano: trabalhos pra entregar e a maldita incerteza e insegurança e desespero voltam a atiçar o consciente ….
Tento fugir das responsabilidades … vejo filmes e séries … como e fumo com se estivesse pra morrer …. ah … a morte … a velha conhecida companhia veio me visitar e me tentar ….
Tento analisar o ano que finda … vejo coisas boas .. mas a solidão ainda assola …
Como a nicotina não faz mais efeito … recorro ao velho amigo rivotril … estava vencido … Melhor ainda … tomei minhas 17 gotas da sorte …
Acordo como um zumbi … pior do que ontem …
Esperando o ônibus no ponto em baixo de um sol escaldante de uns 45′ …. espero em vão alguma coisa acontecer …
Sinto me fraco … como se estivesse pra desfalecer … queria que como no filme da Matrix ou Inception … tudo começasse a explodir e eu acordasse de um sonho ruim … um sonho de 20 anos … mas a velhas máximas se fazem atuais e presentes … como gostaria de beber da água daquele cipreste branco …

Ao som da soundtrack de Blade Runner … só falta aquele bom whiskizinho …

Enviado do Samsung Galaxy S3

Goodbye, my friend, goodbye (1925) – Есенин (Sergei Yesenin)

Original in Russian:

До свиданья, друг мой, до свиданья.
Милый мой, ты у меня в груди.
Предназначенное расставанье
Обещает встречу впереди.
До свиданья, друг мой, без руки,
без слова,Не грусти и не печаль бровей,-
В этой жизни умирать не ново,
Но и жить, конечно, не новей.

English Translation:

Goodbye, my friend, goodbye
My love, you are in my heart.
It was preordained we should part
And be reunited by and by.
Goodbye: no handshake to endure.
Let’s have no sadness — furrowed brow.
There’s nothing new in dying now
Though living is no newer.

Português:

Até logo, até logo, companheiro,
guardo-te no meu peito e te asseguro:
o nosso afastamento passageiro
é sinal de um encontro no futuro.
Adeus, amigo, sem mãos nem palavras.
Não faças um sobrolho pensativo.
Se morrer, nesta vida, não é novo,
Tampouco há novidade em estar vivo.

Hipocrisia e a polivalência do Ser

“Sou um homem doente … Sou um homem despeitado. Sou um homem desagradável.” – Primeiras linhas de Notas do Subterrâneo – F. Dostoievski

No meu último texto disse que pautava minha vida e minhas decisões em experiências empíricas verificadas. Mas essa é uma meia-verdade. Falsa. Sou, na verdade, um grande hipócrita. Somente faço isso quando essas experiências ou fatos provam ser de natureza negativa ou pessimista. Quando nessa longa jornada, a qual chamamos estranhamente de vida, me ocorrem fatos ou eventos positivos, felizes ou simplesmente bons, eu os desvalorizo, os desclassifico, os inferiorizo e os descarto, como se fossem obras de um sinistro acaso, como que não pertencessem à um padrão mais rígido e linear, fossem meras exceções.

Oras, mas porque cargas d’água eu faço isso? Uma profunda descrença na felicidade genuína.

Polivalência do Ser.

Não estou me referindo à multiplicidade de personalidades que acometem às pessoas em geral. No trabalho somos uma pessoa, em casa outra, na faculdade outra e assim por diante, apesar de no fundo continuarmos a carregar uma espécie de essência comum. Não me refiro a isso.

Me refiro a luta constante, crônica e diária na qual me encontro. Uma “parte” minha não consegue, simplesmente é incapaz de acreditar em coisas boas e na felicidade. Tudo de bom que me acontece perde significância e é relegado a um segundo plano inferior. Essa “parte”, “voz”, gene defeituoso, debilidade química, autoestima nula, ou o que vocês quiserem chamar, ela é “quase” masoquista, e trabalha constantemente para sabotar a minha vida em todos os aspectos possíveis. O problema é que existe uma segunda “parte”, uma parte que não QUER ser infeliz e continuar a se auto-depreciar, uma parte que ainda quer acreditar que a felicidade é possível, que ainda podemos ser amados e conseguir coisas boas na vida.

O pior e o mais aterrorizador disto tudo é a maldita consciência. A consciência de tudo isso. E a confusão mental. Princípio de esquizofrenia ou o quer que seja. No momento que você perde a linha frágil que distingue e separa essas vozes, você não sabe mais o que ou porque está fazendo, se é por vontade “própria” ou não. Merda! Qual doença faria alguém desejar o próprio fracasso e infelicidade ? Eu realmente quero ser feliz, só não consigo acreditar que é possível. Me sinto como no Fight Club e pelo menos duas pessoas habitassem meu ser e minha cabeça … isso produz uma angústia incrível … surreal … Um desespero genuíno e medonho … É difícil transcrever a sensação … é realmente muito absurdo e complicado … Essa desgraça desse existencialismo maldito …. Um ciclo vicioso … uma bad trip crônica … como sair disso tudo ? Quebrar esses paradigmas e acabar com tudo isso ? A morte às vezes parece uma solução … mas falta coragem …

Me lembro de um sonho que tive quando era adolescente. Eu era um soldado medieval. Lutava em uma guerra épica bravamente. Acabo sendo ferido mortalmente, mas a guerra acaba e eu sobrevivo. Volto me arrastando para o meu vilarejo. Entro em um casebre e uma mulher angelical de longo vestido branco e dourado me recebe nos braços. Uma mulher sem rosto. Uma anonima. Morro feliz em seus braços. Por muitos anos e talvez até hoje, talvez tenha sido um dos sonhos que mais me marcou. Volto e meia, me recordo dele. Talvez esse seja o erro … acreditar que milagrosamente alguém me amaria e me redimiria … me salvaria de mim mesmo … faria eu crer em mim mesmo … que a felicidade e o amor são possíveis …. Pois bem, já faz duas décadas que estou esperando … E agora já é tarde, não acredito mais nisso …

O que fazer quando seus poucos “amigos” lhe falham e vc se encontra quase sozinho consigo mesmo ? O que fazer quando os remédios, a nicotina ou o álcool não fazem mais efeito ?

Tentando cada vez mais ficar alheio ao mundo e as nossas dores vamos tentando acordar diariamente e ir trabalhar e ir para faculdade … mas o caminho é longo e tortuoso ….

Choquete no táxi, banalização e a morte do “Amor” …

Um conhecido postou um relato numa rede social que me inspirou a escrever sobre o assunto …

Estava ele voltando do trabalho de ônibus … eis que para ao lado do mesmo um táxi …. no táxi estava uma mulher fazendo sexo oral no motorista.

Isso me fez parar e pensar sobre muitas coisas correlatas.

Como, por exemplo, nesse fenômeno, que não acredito ter se iniciado na minha geração – suas origens remontam para algumas gerações atrás … Nesse fenômeno da banalização e da ridicularização do amor. Passei minha adolescência vendo meus colegas de turma competirem para ver quem, nas boates e baladas, “pegavam” um número maior de garotas. Nunca me identifiquei com isso, logo era segregado socialmente. Sabe, não sei se é por um “ultra-romantismo” iludido e falido, idealismo, saudosismo ou por algum pensamento retrógrado ou “atrasado”, mas eu nunca me conformei com esse estado de coisas … Um “grande amigo”, dessa época, hoje, por causa do pai rico, GANHOU uma boate na Barra (RJ) de presente … e vive postando fotos com lindas e “profundamente intelectualizadas” mulheres com a hashtag #vidadeherdeironãoéfácil …. Inveja minha ? Não … só fiquei triste quando soube do incêndio em uma boate não ter sido na dele … iria ter ficado bastante feliz … mas …o “cosmos” age por vontades estranhas …

Outra coisa é o fato da sociedade e de alguns amigos, se não todos, apresentarem fortes traços de misoginia … Sabe, não consigo me conformar com isso também … Como buscar uma companheira, uma pessoa para um relacionamento afetivo, se partem de um pressuposto que o outro lado da relação é nada mais que um objeto, ou algo a ser dominado e usado ? Não vejo as coisas por esse viés … Não se esquecendo de relativizar – muitas mulheres concordam com isso e até contribuem para tal …

Alguns amigos mais bem-aventurados, de espíritos mais livres, livres de constrições morais, éticas ou afetivas já me convidaram e quase me forçaram a ir em estabelecimentos de entretenimento onde mulheres podem ser “alugadas”. Não fui. Não quis. Não conseguiria me sentir bem em um lugar desses … O corpo tem suas necessidades, isso é óbvio … Mas me sentiria mal … pode ser uma limitação da minha personalidade, mas pra mim as coisas têm que ter sentimento, compromisso, … veracidade … posso estar iludido e errado, mas não sei ….

Olho para trás e vejo o casamento dos meus pais que foi sendo arrastado por mais de 20 anos … Aquele impulsionante amor inicial já tinha se esvaído há muito tempo, o que acarretou situações muito desagradáveis, traições, brigas infernais, até num clímax explosivo, acredito ter eu contribuído para ele acabar de uma vez …

Outra divagação: Alguém me disse noutro dia que viu dois “crackudos” transando na rua e ficou chocada, uma segunda pessoa pra quem contei a história também se chocou … Fico pensando: pessoas que não tem onde dormir, tomar banho ou defecar, … vão transar aonde ? E eu usei o termo “fazer amor” para o qual me responderam “eles estavam é fodendo” … os “crackudos” não podem amar ? Sua condição de miséria extrema os proíbe de num ato de extrema maldição fazer sexo na rua, na sarjeta, sua “moradia” … não podem eles também fazer amor e serem amados na miséria em que se encontram ? Não estou criticando as pessoas que me falaram isso, porque sei que foi em tom de brincadeira (pf !!), mas a reflexão é válida … ou então viajando um pouco mais: estariam eles também sujeitos às urgências do sexo casual sem compromisso ou então seriam eles também superficiais e misóginos ?

Voltamos a mulher no táxi … Será esse ato tão reprovável assim também ? Não sabemos os motivos que os levaram a tal circunstância, uns podem afirmar: e precisam existir motivos? Alguém não pode simplesmente transar porque quis e teve vontade ? É claro que pode, o que estou argumentando é o vazio e falta de significância nesses relacionamentos vazios, superficiais e etc que parecem constituir um novo padrão de vida e algo a ser seguido cegamente por todos …

Para fechar esse assunto:

Já faz alguns anos que para mim o “Amor” está MORTO. Pelo menos para minha pessoa. Alguns fatores contribuíram para se chegar a essa conclusão. A dificuldade de encontrar alguém que não seja superficial como nos parâmetros atuais; Algumas-muitas desilusões afetivas; e os nossos amigos que estão sempre presentes: um profundo self-hate e o pessimismo extremista. Mas eu posso dizer essas coisas, porque no meu modo racionalista fundamentalista de ser, eu pauto minhas decisões e minha vida em experiências empíricas verificadas e na nossa grande mãe, a História, ou seja, o passado. Assim como não creio em entidades e instâncias superiores, não consigo acreditar mais na possibilidade do amor. Há alguns anos atrás, quando andando pela rua encontrava flores pelo chão … eu pisava nelas … está tudo morto e enterrado. Parei com isso, elas não têm culpa … Acho muito difícil, hoje em dia, algo realmente me fazer mudar de opinião sobre tudo isso, uma luz clarear esse horizonte estranho … O “ultra-romântico” realmente deve morrer no século XXI … e ele vai morrer sozinho. Isso eu posso apostar.

Vou finalizar com duas músicas que sonorizam o que estou falando ….

Longe do Meu Lado
Legião Urbana

Se a paixão fosse realmente um bálsamo
O mundo não pareceria tão equivocado
Te dou carinho, respeito e um afago
Mas entenda, eu não estou apaixonado
A paixão já passou em minha vida
Foi até bom mas ao final deu tudo errado
E agora carrego em mim
Uma dor triste, um coração cicatrizado
E olha que tentei o meu caminho
Mas tudo agora é coisa do passado
Quero respeito e sempre ter alguém
Que me entenda e sempre fique a meu lado
Mas não, não quero estar apaixonado

A paixão quer sangue e corações arruinados
E saudade é só mágoa por ter sido feito tanto estrago
E essa escravidão e essa dor não quero mais
Quando acreditei que tudo era um fato consumado
Veio a foice e jogou-te longe
Longe do meu lado

Não estou mais pronto para lágrimas
Podemos ficar juntos e vivermos o futuro, não o passado
Veja o nosso mundo
Eu também sei que dizem
Que não existe amor errado
Mas entenda, não quero estar apaixonado

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Last Night I Dreamt That Somebody Loved Me
The Smiths

Last night I dreamt
That somebody loved me
No hope, no harm
Just another false alarm

Last night I felt
Real arms around me
No hope, no harm
Just another false alarm

So, tell me how long
Before the last one?
And tell me how long
Before the right one?

The story is old – I know
But it goes on
The story is old – I know
But it goes on

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“Amar é a maior punição que o cético poderia receber” (F. Carpinejar)